Vou ressuscitar uma querela antiga entre o pessoal da produção gráfica. — Salva o arquivo em Tiff ou Jpeg?
Parece simples, mas não é. Quem veio da escola tradicional obviamente responderia que Tiff é o único formato fidedigno que existe. Já os profissionais que pularam a fase impressa da criação indagariam: – O que é Tiff?
Lossless
Já o padrão JPEG, lançado também em 1992 pela Joint Photographic Experts Group, é um formato de arquivo bitmap “com perda” (do inglês Lossy) que possibilita armazenar uma quantidade suficiente de informação para reproduzir uma imagem com qualidade, porém com perda de uma parte das informações originais. O fantástico do JPEG, sem dúvida é a compactação 10 pra 1.
Mas ai você pensa, por que vou usar JPG num arquivo importante? Por que eu enviaria um arquivo para produção em JPG? Então, ai que está o lance. O formato JPEG compacta a imagem original com perda, mas esta perda não é visível se você compactar com máxima qualidade (no teste que eu fiz aqui, salvei 50 vezes o mesmo arquivo JPG com qualidade 12 no Photoshop e não mudou sequer 1 pixel, apenas o tamanho do arquivo aumentou 1% a cada compactação*). O padrão JPEG consegue fazer um “resumo” da imagem tão bem feito que somente no ‘conta-ponto’ seria possível atestar a diferença para um arquivo TIFF. Ok, mas tem um porém… claro. Um JPEG perde uma parte da informação a cada compactação, e isso significa que se você salvar uma única vez um JPEG em média qualidade por exemplo, então este arquivo jamais terá a mesma informação que o original. A compactação JPEG é sem volta. Salvou em baixa, já era.
– Conclusões, para editar arquivos de imagem o formato TIFF sempre é melhor, pois mesmo que você salve o arquivo diversas vezes durante a edição, nenhuma informação se perde. Agora, se você já terminou a edição da imagem e apenas deseja publicar o arquivo – seja num impresso off-set, num anúncio ou num livro de fotografia – então é JPEG na cabeça. Salvando com qualidade máxima, apesar do arquivo perder informação, a sua imagem não vai perder qualidade visível. E como ela chegou no destino final (e não será mais editada) por que enviar um arquivo 10 vezes maior?
ps.: No caso de livros fotográficos tipo fine-art recomendo usar TIFF. Não pela ciência, mas pela superstição
fontes:
TIFF
http://en.wikipedia.org/wiki/Tagged_Image_File_Format
http://www.awaresystems.be/imaging/tiff.html
http://partners.adobe.com/public/developer/tiff/index.html
JPEG
http://en.wikipedia.org/wiki/Jpeg
* No teste, utilizei uma imagem pequena (600x300px com 72dpi), sendo que os tamanhos ficaram: [TIFF: 547kb, TIFF (com LZW): 50kb, JPEG (1ª): 63Kb, JPEG (20ª): 71Kb, JPEG (50ª): 90Kb]
Divertido!
Esse foi o post mais artefinal nerd q ja li no blog rsrsrs excelente (pois sou artefinal e nerd rsrsrs) abs!
Show!
Onde clica no “curtir” desse artigo? hehehe.